Mudanças

O nome do blog mudou, a descrição, o template... mas não devido a uma mudança súbita, e sim de um processo de mudança.
A origem do blog esteve na minha constante mudança, e na dificuldade de algumas pessoas me acharem. Naquela época o Orkut ainda não existia, e o blog pareceu uma boa.
Hoje, vi que o meu nomadismo não mais existe, e que o blog adquiriu um outro propósito: a viagem filosófica. Então que seja um diário nessas viagens por mares de idéias nunca dantes navegados!
Aderi ao novo sistema de comments, do próprio Blogger. É mais completo, permite uma moderação (não que eu vá usar), e é mais fácil de usar. Comentários antigos inicialmente perdidos... mas eles eram apagados com o tempo... ainda não sei se o google apaga... Vamos ver com o tempo.

O Café





Existe um hábito lá em casa, que consiste em fazer o café só depois que a cozinha estiver arrumada. Esse hábito é interessante, pois mantém a louça limpa, com exceção do copo de café, que sempre fica sujo do lado esquerdo do monitor. Tomar café é um ritual que está inevitavelmente ligado a limpar a casa, logo "tomar café" não é só "tomar café".
Agora... por que estou falando isso?
Ontem eu me deparei com uma coisa interessante: tinha louça acumulada desde quarta-feira. O que aconteceu? Eu saí meio apressado pro show e deixei de tomar meu café! Na quinta e sexta fui ao bandejão... Deixar de tomar café depois do almoço levou o caos ao meu apartamento.
Eu gosto de analogias, todos sabem disso, e esse episódio me levou a criar uma.

De que adianta ter uma crença, religião, ou apenas saber o que é certo, se você não põe em prática aquilo na sua vida? Se você não toma café, tudo acaba virando um caos. Não adianta saber o que fazer, ter lido milhares de livros de filosofia, anos observando o mundo, se você não coloca aquilo que vc sabe em prática! É aí que está a diferença entre o sábio e a esponja de conhecimentos: no ritual de tomar café, na prática do conhecimento.

Claro, outra analogia possível é aquela antiga da cenoura pendurada na frente do burro... mas isso não é muito viável, porque eu poderia fazer café sem o outro lado do ritual...

Faça você também uma analogia!

11 comentários:

Dé disse...

Como assim vc não lavava a louça desde quarta-feira, Renato? Vc não aprendeu nada nos 2 anos de convivencia com a sua irmã maniaca por limpeza??? Ai, ai, ai.... que coisa feia.

fel disse...

Grande maca!

Bela analogia a sua, vc tá autorizado a tentar mais sem que isso se torne uma desculpa pra uma pobreza de expressão dos pensamentos hehe

Gostei da nova cara do blog.

Abs!

Silent Truth disse...

Ok, finge q vc nunca leu isso...

Humanos são cheios de contradições, podem discursas por horas sobre coisas em q não acreditam, e colocar uma paixão gigantesca em algo q não importa para eles... "faça o q falo, não faça o q faço..."

=D
(hmmm... se vc tiver a sensação de q já leu isso em algum lugar, é um mero deja vu =P )

Macaeh disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
kenu disse...

mudei jah macaeh

João Francisco disse...

Há quem queria resolver os problemas do mundo e por vezes o mundo está em nossas casas e mesmo assim não conseguimos resolver nossos problemas pessoais. Vou tentar fazer isso esse ano. =o)

Além do quê, relaxa que se depender de mim, não tem louça suja na tua pia mais não. =P

Abraços Maca!

Lunks disse...

Esse sim é um dos primeiros posts da sua volta, Renato!
Manda ver!

Helder disse...

Meu...quando vc divide a casa, mas não as tarefas, com mais 5 pessoas, manter a louça lavada é uma utopia...

Helder disse...

http://agenciacartamaior.uol.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=2881

Helder disse...

http://agenciacartamaior.uol.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=2881

Alguem mais ilustre que eu defende ideias semelhantes às minhas...Combina com nossa conversa pós-Cordel...

Vander disse...

Cara, aqui em casa a gente até mantém arrumado também, mas já morei em uma pensão com 6 pessoas, daí ficava uma bagunça fenomenal!

Eu tenho uma série de analogias, que estão todas condensadas numa teoria que eu inventei sobre a humanidade. Mas só posso mostrar isso por meio de um heredograma, quero mostrar pra você, Helder e João!

De fato, não adianta nada saber algo na teoria e não praticar! O problema é que às vezes as pessoas estão sujeitas a si mesmas e aos problemas, e isso ofusca certas coisas... O problema às vezes é a falta de oportunidade para que certas coisas sejam colocadas em prática. Às vezes podemos criar as oportunidades, às vezes só resta esperar...Mas podemos romper paradigmas, com certeza.

Como disse Manuel Bandeira:

Estou farto do lirismo comedido
Do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente protocolo e manifestações de apreço ao Sr. diretor

Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário o cunho vernáculo de um vocábulo

Abaixo os puristas

Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais
Todas as construções sobretudo as sintaxes de exceção
Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis

Estou farto do lirismo namorador
Político
Raquítico
Sifilítico
De todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora de si mesmo.

De resto não é lirismo
Será contabilidade tabela de co-senos secretário do amante exemplar com cem modelo de cartas e as diferentes maneiras de agradar às mulheres, etc.

Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbados
O lirismo difícil e pungente dos bêbados
O lirismo dos clowns de Shakespeare

- Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.