Resposta
Gostei muito de ler os diversos comentários. Esse é uma assunto que dá muito lugar a debates, e cada um tem uma visão muito particular, e pelo menos pra mim é absolutamente impossível expressar em palavras algo tão sutil (idéias para post meio metafísico).
Em 2002 minha fé pela física desabou. Até pouco mais de 200 anos atrás, o átomo não era mais que um exercício de filosofia. Em meados do século XX descobrimos reações nucleares (infelizmente). E sempre se acredita que conhecemos tudo, isso parece nunca ser dúvida para o homem.
Que incompetência em reconhecer que não sabemos nada! Em diversos momentos o homem ficou perplexo com o próprio conhecimento. Em algum momento no início do século XX até se cogitou fechar os laboratórios de patentes, por que todas já teriam sido registradas!
Não, nós não sabemos de nada. E quando mais sabemos, mais dúvidas restam.
Alguns físicos dizem que existem 10 ou 11 dimensões de espaço. Por que não mais, então? Planck decretou o que seria o tamanho da menor particula possível. Até aí muitas teorias já caíram, as atuais também podem.
Não vou falar muito, por que a minha idéia sobre isso ainda é muito vaga. Ainda não vejo reflexos do que poderia ser a alma, mas acredito que ela exista sim, mas não em um lugar conhecido pelo nosso conhecimento racional. Está além disso.
Será que vamos encontrá-la um dia? Por que não?
Agora uma idéia estranha que me surgiu... E se a alma for um ser de energia que vê o universo em mais dimensões do que nós, e que controla nossos corpos como controlamos uma marionete?
E se é um organismo que vive em simbiose com o nosso organismo? Será que vive sem um corpo? E os outros organismos? Será que também vivem em animais? Plantas? Casas sombrias e úmidas?
Por que não?
Dúvidas, dúvidas...

5 comentários:
Fiquei curioso pra saber o que foi que fez a sua fé na ciência (física) desabar.
Eu também sempre fui muito pragmático, e ao mesmo tempo sempre acreditei em Deus.
Agora que sou mais velho e conheço um pouco mais do mundo e da ciência (6 cursos de física básica na faculdade) tenho mais dúvidas sobre vários assuntos e ainda mais fé em Deus.
Acho que o ser humano quer se colocar numa posição acima do que lhe é devida. Quer ser Deus. E a ciência tem trazido também muitos benefícios para a humanidade e uma das consequências é fazer todo mundo acreditar que o homem é tudo.
Não é não. Acredito que todo nosso esforço em busca pelo conhecimento é uma forma de conhecer Deus. Sempre estamos descobrindo algo infinito. Daí não acredito em patentes, monopólio intelectual, etc... É muita presunção alguém acreditar que outro alguém "inventou" e = mc2. Ainda bem que Eisten não acredita ter "inventado" essa fórmula, que pode ser usada para o bem ou para o mal.
hum.. vou voltar a trabalhar.
[]s
Bom, Renato, concordo com você: "Dúvidas, dúvidas...". Mas esses assuntos, os que geram dúvidas, são os mais interessantes. Para mim, pelo menos... O mistério é fascinante.
Por favor, conte mais sobre o fato de 2002 que abalou sua fé na física. Deve ser interessante mesmo!
"Em meados do século XX descobrimos reações nucleares (infelizmente)." --> eu ainda tenho fé que as reações nucleares trarão muitas coisas boas para todos nós, além de seu uso na medicina. Sem dúvida seu uso bélico é algo monstruoso!
Abração!
Falar sobre física é falar de mistérios, tanto dos desvendados(ou pseudo-desvendados) como dos desconhecidos(ou pseudo-desconhecidos). E isso me fascina. A física e a vida estão muito malucas, conceitos mudam muito rapidamente, ordens seculares de valores morais e éticos e conhecimentos são desfeitos e transformados com uma velocidade impressionante... Um tal de Hawking baseia boa parte de sua vida acadêmica em buracos negros e uma década depois grandes cientistas juram que buracos negros não existem. No começo do século a comunidade científica toda se volta para a fascinação da física quântica, com suas partículas misteriosas e com elas fica em êxtase por três décadas quando vem um tal de Einstein e elabora a fantástica teoria da Relatividade Geral com uma base matemática tensoriana-riemanniana totalmente desprovido do conceito de partícula. Vem uma teoria Kalula-Klein e diz que a luz são vibrações na quinta dimensão! Atravessamos o ano 2000 e volta-se para as partículas, ao se fomentar a construção de aceleradores cada vez mais potentes, como o que está sendo construído nos subterrâneos da Europa. Aí surgem umas teorias bizarras de dez e onze dimensões. Depois vem uma tal de teoria de supercordas que introduz um aparato matemático de tal modo bizarro que afirma que para o universo ser explicado, unificando a física quântica com a relatividade, são necessárias 26 dimensões! A matemática meio que prova que 26 comportam o universo, mas ainda não provou que o universo tem 26. Isso se se considerar que o universo físico seria fisica quantica e relatividade. E se tiver algo mais? A teoria do campo unificado pode partir daí? É uma bagunça! Uma bagunça misteriosamente fascinante! Uma fascinação que se tornaria frustração se se perceber que certo modelo em que a comunidade cientifica sempre acreditou não só é incompleto, como absolutamente errado. O mistério tem dois lados, fascinação e frustração.
PS: Pô Macaeh, há muito tempo não falo sobre isso! Da hora! Aliás, se você ainda não leu, recomendo dois livros do Michio Kaku sobre assuntos semelhantes: "Hiperespaço" e "Visões do Futuro". Ninguém que gosta de física termina de ler esses livros e continua sendo a mesma pessoa.
Talvez a física seja como a vida: às vezes não importa tanto o objetivo a ser alcançado, mas sim o trajeto entre o início e o fim da consumação desse determinado projeto. A prova disso é que, para o ser humano evoluir, seja como pessoa, seja profissionalmente, ele persegue inúmeros projetos, sonhos, objetivos. E quando ele chega ao fim de uma caminhada, já se faz necessário começar outra ainda maior para que a motivação/felicidade permaneça. Ou então se voltar para as outras caminhadas ainda em andamento e procurar concluí-las. Talvez a física seja como o mito de Sísifo, em que a dura e árdua escalada da subida da montanha seja o momento da consciência, e consequentemente, da felicidade!
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