Mentalidade Coletiva
Situação: Pessoas levam um tempo absurdo para chegar a qualquer lugar, por que as ruas estão saturadas de veículos.
Alternativas:
a - Passar a utilizar transporte público e dar carona, diminuindo assim o número de veículos, tornando as ruas trafegáveis mais uma vez.
b - Tirar o carro da garagem, por que de carro se chega mais rápido.
Nas últimas semanas São Paulo as ruas atingiram um grau de saturação tão alto que forçou muitas pessoas a tomarem uma atitude para tentar resolver o problema do tempo para chegar ao trabalho.
Como cada um só pensa no próprio nariz, pessoas tomaram a alternativa 'b'. O trânsito piora, e ainda mais pessoas passam a tomar uma atitude. Novamente a alternativa 'b'.
Resultado: dia após dia São Paulo registra um novo maior congestionamento do ano.
Nós humanos não conseguimos pensar como uma sociedade nem em uma cidade. Quando aprenderemos a pensar como uma espécie, para controlarmos questões globais como a alteração do clima?...
Nessas horas não sei se chegaremos ao século XXII.

16 comentários:
Na minha opiniao o problema nem é tanto a "mentalidade coletiva". Se o governo oferecesse um transporte publico eficiente e de qualidade certamente as pessoas deixariam os carros nas garagens. Mas se vc leva 1h de carro pra chegar no trabalho e 2h de onibus.... ai fica dificil ter "mentalidade coletiva"!
A solucao, por mais cara que seja, é o metrô. Nao existe outra. Estou em Paris ha' 2 anos e meio, não tenho carro e não me faz falta. Por que? Pq o tranporte publico é sensacional. Mesmo que eu tivesse caro eu nao iria de carro para o trabalho. Mas em SP eu acho que é simplesmente inviavel não ter carro, principalmente se vc tem uma vida ativa (academia, baladas, etc).
Então.
Até que a humanidade está melhorando.
Agora quando chega um Espanhol no Brasil ele só fica preso uns dias e é mandado de volta para o lugar de onde veio. Imagine como seria há uns 500 anos?
Tá bom, em São Paulo motoboy não é gente, mas as coisas estão melhorando.
Tá bom, em São Paulo quem anda de ônibus urbano também não é gente, é subgente.
Bom. sei lá quem é gente em São Paulo.
Talvez quem escolheu a alternaiva "a".
Talvez esse pessoal poderia pensar algo coletivamente.
Vejo uma alternativa "C" para o caso. A utilização de moto. Não tem congestionamento que segure. Em compensação a segurança....
A curto prazo uma questão de logística de trânsito poderia ajudar, já que São Paulo depende muito de algumas grandes avenidas principais. A melhora do trânsito paulistano, do ponto de vista da ação governamental, passa pela ampliação dos corredores de ônibus, ampliação das linhas do metrô, ampliação do conforto do metrô(ar-condicionado), melhoria da logística do fluxo de passageiros nas estações, conclusão do Rodoanel para desafogar as marginais, proibição do tráfego de grandes caminhões em ruas secundárias estratégicas, dentre outras medidas. Ainda resisto um pouco ao pedágio urbano no centro expandido, mas talvez a sua implementação em horários de pico nas principais avenidas possa ser inevitável em breve. Particularmente eu uso quase que exclusivamente o metrô, pois o trajeto casa-trabalho-faculdade não leva mais do que 20 ou 30 minutos em qualquer configuração de trajeto nesses 3 aspectos.
Olha, eu sempre digo que pessoas são ruins, egoístas e preguiçosas, e por isso as coisas vão continuar sempre como estão. Mas no caso do engarrafamento de São Paulo não acho que seja bem isso...
Tenho usado bastante transporte coletivo esses dias, Macaé, e acredite, não é por falta de uso que acontece essa bagunça. Os ônibus vêm entupidos, e sempre que estou voltando para casa tem filas enooormes no metrô (filas enormes do tipo "a plataforma está atulhada e estão restringindo a entrada na catraca"). Dou sorte de o lado para onde vou estar mais tranquilo. São Paulo é grande demais, tem gente demais, e não foi projetada para isso. E como é que se faz uma expansão para aumentar a vazão no metrô por exemplo? Tem prédios e construções para todo lado. E como é que se vai parar uma estação mega movimentada para a tal reforma? Em fevereiro um cara caiu nos trilhos(ou se jogou, não sei) e até ele ser socorrido o metrô ficou um caos. Isso que a limitação de deslocamento durou uns 40 minutos.
Dá para fazer uma função injetora entre problemas em reformar o metrô e problemas em reformar as ruas de SP...
Quanto aos ônibus, não sei o quão viável é aumentar o número de veículos nas ruas, nem sei se há verba para isso (e os protestos que as pessoas que usam ônibus fazem as vezes, queimando veículos, não ajudam muito. Mas pelo menos não são freqüentes).
Acho que a situação não tem muito jeito, quanto mais capacidade você dá ao transporte público, mais gente aparece em São Paulo... Não é só uma questão de escolher ir de carro ou de transporte público.
E agora chega, que esse comentário já está grande demais =)
Outra saída é o governo incetivar o desenvolvimento do interior. O tempo de deslocamento em cidades menores é bem menor. Por exemplo, eu almoço em casa todos os dias. Isto não seria possível em São Paulo ou no Rio de Janeiro.
Por que não procurar oportunidade de trabalho em cidades menores.
Acabei não falando da qualidade do transposte público no post.
Eu tenho utilizado o trem diariamente nos últimos tempos, e sei que a utilização do transporte público em SP em horários de pico é algo completamente desumano.
Procuro fazer horários um pouco alternativos pra evitar esse tipo de coisa (muitas vezes 15 minutos fazem uma grande diferença).
Óbvio que a culpa do trânsito não é dos usuários, mas do poder público. Não há transporte de qualidade, nem em quantidade suficiente. As ruas são esburacadas. Os impostos e a má distribuição de renda fazem com que carros velhos circulem por aí, que ficam quebrando e gerando o caos. Caminhões atravessam SP no horário de pico. São Paulo tem mais de 20 milhões de habitantes (sim, isso é um problema).
São inúmeras as medidas que poderiam ser tomadas para melhorar a situação, e todas elas afetam o comportamento das pessoas.
Não é uma solução a curto prazo, mas o que realmente soluciona o problema é uma rede de metrô decente. Claro que com um transporte público de qualidade e ruas caóticas pessoas tendem ao transporte público, como em paris.
A população é impotente frente ao caos e o governo lerdo em perceber qualquer coisa para tomar medidas necessárias.
Enquanto o governo não toma medidas e os hábitos das pessoas não mudam cada um tenta dar o seu jeito. Uma coisa que para mim foi interessante é aproveitar o tempo de metrô para ler, e assim, aproveitar o tempo para obter informações. De manhã, quando o metrô está medianamente cheio, leio o jornal do dia(meia hora de aproveitamento). À tarde, quando o metrô está bizarramente lotado, leio livros de poesia, que por conter textos pequenos a fragmentação da leitura não interfere no entendimento. É impressionante como o tempo psicológico de trajeto de metrô cai pela metade quando se está concentrado em algo, ainda que existam 8 pessoas por metro quadrado nos horários de pico nos vagões. A propósito, há 3 semanas atrás a linha vermelha tornou-se o metrô mais cheio do mundo! Sim, desbancamos o metrô de Tóquio!
Bom, o que eu quis dizer foi que talvez isso não seja culpa de ninguém (ou se preferir, culpa de todo mundo).
Quão viável é fazer melhorias no transporte? Não posso dizer com certeza, pois nunca me interessei demais por política, mas se bem me lembro na época em que começaram a fazer reformas para melhorar o corredor de ônibus o que mais se via era gente reclamando da bagunça que estava. Ninguém pensava que aquilo poderia ajudar a longo prazo, só no engarrafamento que estava ruim e mimimi. Infelizmente político que faz esse tipo de projeto (que não dá resultados imediatos ou que atrapalha agora para ajudar depois) perde pontos para a próxima eleição... então como é que alguém disposto a fazer mudanças a longo prazo pode chegar a um cargo que permita que essas mudanças sejam feitas?
Fora isso, não dá para fazer um projeto definitivo, que certamente será capaz de comportar toda a necessidade de São Paulo para todo sempre. A cidade cresce e cresce, e cada vez precisamos de maior capacidade. É um ciclo meio interminável, e incentivar o desenvolvimento de cidades menores me parece ser apenas empurrar o problema para mais tarde (porque se de fato essas cidades crescerem como SP, vai dar na mesma...)e isso sim faz eu ter medo de não chegarmos ao século XII =)
Acho que o jeito seria chegarmos a um equilíbrio: termos uma quantidade suportável de habitantes, no sentido de que todos pudessem ter condições de vida - e transporte - decente e manter essa quantidade fixa. Diminuir causa os problemas que se vê na Europa ou Japão, aumentar causa problemas como São Paulo...
Hmmm.... viajei. Acho que isso não tem solução, a cidade vai colapsar um dia e vamos continuar no nosso ciclo de desenvolvimento-e-queda da sociedade humana.
Hahaha, ok, parei.
Aeeee!! O Ciclo de queda e renascimento! O capitalismo fênix!! Boas aulas de história... sinto saudades nessas horas...
Pois é Macaeh, a idéia do capitalismo Fênix é exatamente a que eu levantei na aula de economia política que tive nessa semana lá no Largo de São Francisco. No meio da aula eu fiz um comentário sobre esse ciclo de reiterados altos e baixos e concluí dizendo que o capitalismo leu Karl Marx e se reinventou. O bicho é mutante, hehe.
Capitalismo fenix? Acho que nem precisa ser tão específico...
Simplesmente temos montes de avanços tecnológicos e melhorias nas condições de vida gerais, o que permite que a necessidade de mão de obra aumente, a população aumente... mas aí chega um ponto em que os recursos não são suficientes para sustentar toda essa gente e dá merda.
Ou as pessoas param de ter filhos e começam a viver mais, e não tem mão de obra para suprir as necessidades de trabalho.
Cada um trabalhar o quanto pode e receber o quanto precisa é uma teoria linda, mas totalmente inaplicável...
AAAAAH, chega!
Eu disse que ia parar, mas não consigo. Viu, também entrei em loop.
Resolvi comentar só hoje, mas está difícil, já que muitos já comentaram sobre tudo, huehuehue!
Bom, vou apenas dar a minha opinião, sem muitas preocupações políticas, etc...
- Acho que São Paulo é muito grande e que cidades gigantescas como São Paulo não conseguirão se sustentar por muito mais tempo. É claro que num país mais civilizado e mais rico talvez seja possível manter grandes metrópoles por mais algumas décadas. Mas acredito, só acredito mesmo, sem nenhuma base científica, acadêmica, etc, que o mundo não será capaz de sustentar cidades tão grandes por muito mais tempo, mesmo com avanços tecnológicos que melhorem os transportes e as questões ambientais.
- Complementando o que disse antes, também acredito que uma solução mais viável é que o governo incentive de alguma maneira a migração para cidades menores do interior.
- Também concordo com quem disse anteriormente que medidas políticas de longo prazo não são tomadas no Brasil, por não gerarem votos nas próximas eleições. Esse é certamente um GRANDE problema.
- Talvez o capitalismo fênix esteja agindo mesmo e estejamos num momento de queda, mas eu sou mais "doomy" e acho que essa queda é mais séria e levará a mudanças maiores no mundo. Nosso modelo de vida está claramente colapsando, mas dessa vez não é uma mera crise econômica, uma mudança na maneira de produzir. Sei lá, estamos superlotando a Terra e destruindo tudo. Também estamos MUITO mais dependentes da tecnologia e ela mesmo está nos alterando profundamente, então acho que tudo mudará bastante em coisa de 1 século.
Enfim, talvez eu tenha mudado um pouco de assunto, mas acho que essa questão do transporte em SP está ligada a uma série de outras coisas BEM maiores.
Abração, Rentao! Em breve postarei algo no meu blog. É que estou sem tempo por esses dias...
-O capitalismo ruiu
-São paulo vai explodir
-Macaé tá pior que São Paulo em termos de transporte público
-O aquecimento global não existe
Só.
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