Casa

Na prática, eu saí de casa (passei a morar fora) no início de 2001. Na minha cabeça, entretanto, não houve muita mudança. As pessoas me perguntavam se havia sido difícil a adaptação, eu dizia que não, mas era estranho, pois era como se não tivesse sido necessária qualquer mudança. Eu não sentia que tinha saído de casa.
Em 2004 saí do Rio de Janeiro e passei a morar em São Paulo. Mesma coisa, mesma pergunta sobre adaptação, mesma sensação de não ter adaptação alguma.
Algo mudou em 2006, entretanto. Em julho, passei como de costume as férias de inverno em Macaé. Quando o ônibus deu a partida e eu saí em direção a São Paulo, eu senti pela primeira vez que eu estava saindo de casa. Naqueles 5 anos e meio eu nunca havia tido essa sensação.
Naquela noite eu compreendi que casa não é o lugar aonde uma pessoa mora, que as 'raízes' humanas não são referentes a uma região, mas a outras pessoas.
No meu caso, a uma pessoa...
Essa sensação de estar saindo de casa não era algo que eu esperava depois de tantos anos, mas a razão era clara. Em janeiro daquele ano eu tinha começado meu namoro com a Maíra. Depois de 5 anos morando longe da minha casa, finalmente pude me sentir 'em casa' de novo, me sentir bem.
Acho que o que eu estou tentando dizer aqui é....
Maíra, você é muito importante pra mim, eu te amo mais a cada dia que passa. Sem você, nada faria sentido, seria apenas um dia após o outro.

(Te amo, minha linda!)

10 comentários:

Maíra disse...

Não me lembro de ter, alguma vez, tido alguma sensação semelhante à "sair de casa".
Acho que, de fato, meus anos e anos de nomadismo foram mais petrificantes no sentido "raízes" do que os seus =P nunca me prendi a lugar algum e, por conta disso, dificilmente teria qualquer sensação ao deixar uma cidade, uma casa, ou coisa do tipo. Por um lado, por me acostumar a nunca ficar tempo demais em um lugar e, por outro, por saber que as coisas que são de fato importantes estarão sempre ao meu lado.
(o que me faz pensar que não tenho mais nenhum amigo daquelas outras cidades.. e não posso nem dizer que foi culpa deles que eles não eram importantes. Fui eu que nunca olhei pra trás... laalalala)

Ennnnntretanto... Depois de 2006, mantive essa sensação, pois sei que você também sempre estará ao meu lado, junto com tudo o que mais importa para mim (independente do nomadismo que existe em nós).

Enfim... Falando na língua do seu tópico: Não, eu não sinto que saí de casa. Sinto que ganhhei mais uma.


{e.... tb te amo}

maíra disse...

[ahh, faltou uma vírgula... ooops...]


Seja criativo: encaixe a vírgula abaixo onde for conveniente.

,

Macaeh disse...

Nômades podem não ter um lugar fixo, mas eles viajam com pessoas que o fazem se sentir em casa, independente do local. Não importa aonde estivermos, desde que estejamos juntos.
Ganhamos mais uma casa, sim... =)

flowerKing disse...

Nossa, estou até achando difícil comentar algo e me meter nesse momento casal, hehehe.

Mas, sobre o nomadismo, embora eu nunca tenha me mudado, ultimamente eu tenho sentido alguma atração por viagens e perdido o medo do desconhecido, que eu acho que também é um motivo para as pessoas terem medo das mudanças as quais você se reeriu, direta e indiretamente.

Ah, mas concordo com você, o importante na vida são as pessoas que fazem com que você se sinta em casa, independentemente de onde você esteja.

Renato, estou com saudades, hein. Temos que marcar algo. Não moramos tão longe assim. Não para os padrões de transporte do século XXI, hehehe! Vou ver como estão minhas férias e entrar em contato com você, se bem que nessas férias eu praticarei o meu "nomadismo sazonal", se é que essa expressão tem algum sentido.

Ah, meu blog tem toneladas de atualizações.

Abração!

flowerKing disse...

Uma das atualizações do meu blog, aliás, faz uma referência a você, mesmo sem citar seu nome. Você vai perceber.

maíra disse...

não acredito que vc criou um dA só pra comentar nessa foto.... ^^

nhoooo..

Eduardo Lundberg disse...

Sobrinho,

Sei que o título "casa" é semanticamente dúbio: "casa" no sentido de lar/moradia ou "casa" do verbo casar. O sentido da reflexão foi claramente no sentido de casa/lar, mas ficou subentendido que logo logo estaremos conjugando o verbo. Principalmente em função da ilustração ao final. A conferir...

Quando você vai trazer a Maíra para comer uma pizza lá em casa?

Saudades,

Tio Eduardo

Macaeh disse...

Só pra avisar, caso tenha parecido... mas as alianças não são douradas, portanto verbos não serão conjugados tão cedo (serão em seu devido tempo, claro ;) )

Maíra =O disse...

=O

(...Maíra engasga com o suco...)

Hey, hey!!
Não vai ter conjugação de verbo nenhum não!!!!

oO

Lunks disse...

Final da discussão digno de desenho animado!